Já passa de mil o número de mortos no terremoto de magnitude 7,7 que atingiu Mianmar na sexta-feira (28/03), segundo o governo militar do país. Autoridades e especialistas alertam que a tragédia pode ser ainda maior: estimativas do Serviço Geológico dos Estados Unidos indicam que o total de óbitos pode chegar a dez mil, enquanto as perdas econômicas devem ultrapassar a produção anual do país.
Com infraestrutura devastada, incluindo aeroportos, estradas e pontes destruídas, os esforços de resgate enfrentam desafios significativos. Em Mandalay, uma das cidades mais atingidas, moradores tentam resgatar sobreviventes sem equipamentos adequados. Muitas vítimas permanecem presas sob os escombros, mas a escassez de pessoal e maquinário pesado dificulta as buscas.
Na Tailândia, país vizinho, o terremoto também causou danos, incluindo o desabamento de um arranha-céu em construção em Bangcoc, deixando nove mortos e dezenas de desaparecidos.
Ajuda internacional mobilizada
Diante da tragédia, a junta militar de Mianmar autorizou a entrada de equipes estrangeiras para reforçar o resgate. China, Índia, Rússia, Malásia e Singapura enviaram aviões com suprimentos e equipes especializadas. A Coreia do Sul anunciou o envio de US$ 2 milhões em ajuda humanitária, enquanto a China disponibilizou US$ 13,77 milhões em suprimentos de emergência.
Os Estados Unidos, que mantêm uma relação tensa com os militares birmaneses e impõem sanções às autoridades locais, também declararam que irão fornecer assistência.
Apesar dos esforços internacionais, a falta de recursos internos compromete a resposta ao desastre. Moradores relatam que muitas vítimas continuam soterradas e que o número de mortos pode aumentar drasticamente nos próximos dias.
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