A Prefeitura de Anápolis conseguiu, em menos de dois meses, reduzir em 88% a fila de pacientes que aguardavam pela avaliação de risco cirúrgico, um procedimento essencial antes das cirurgias eletivas para avaliar a segurança do paciente.
A demanda que chegou a 500 pessoas assim reduzida para cerca de 60 após a implementação de um novo modelo que organiza a realização de exames e a consulta com o cardiologista em uma sequência de atendimento.
A mudança possível com a adoção da Oferta de Cuidados Integrados (OCI) para risco cirúrgico. Essa iniciativa faz parte do programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde, e visa evitar que o paciente precise passar por consultas e exames de maneira separada para concluir a avaliação.
Na prática, o paciente já tem a consulta com o cardiologista agendada. E, dois dias antes dela, realiza os exames necessários na unidade, incluindo laboratoriais, eletrocardiograma e raio-X. Assim, ao retornar para a consulta, os resultados já estão disponíveis para o médico.
Esse modelo contribuiu para que o número de cirurgias eletivas realizadas entre janeiro e julho de 2026 ultrapassasse o mesmo período do ano anterior. Assim, totalizando 6.958 procedimentos em comparação a 5.802.
Avaliação
Com todas essas informações, o cardiologista pode fazer a avaliação pré-operatória e, quando não são necessários outros procedimentos, emitir o relatório de risco cirúrgico. O novo fluxo encurta o caminho entre o início do atendimento e a conclusão da avaliação necessária para a cirurgia.
Antes da implementação da OCI, esse processo ocorria de maneira fragmentada, obrigando o paciente a cumprir diferentes etapas até reunir os exames. Bem como passar pela avaliação médica. A organização desses procedimentos em uma única linha de atendimento permitiu que a Secretaria Municipal de Saúde atendesse mais rapidamente a demanda acumulada, resultando na redução da fila de espera.
A secretária municipal de Saúde, Jaqueline Rocha, destaca que a adoção do modelo para risco cirúrgico representa uma mudança significativa na maneira de cuidar do paciente. “Nosso objetivo é fazer com que as pessoas não fiquem muito tempo esperando por uma etapa que é necessária para dar continuidade ao tratamento. Quando conseguimos organizar isso, também damos mais agilidade ao processo para que ele possa seguir para a realização da cirurgia”, afirma.





