A produção da industria brasileira apresentou um recuo de 1,8% em junho deste ano, em comparação com o mês anterior. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), essa é a segunda queda consecutiva do indicador, que já havia registrado uma diminuição de 0,9% entre abril e maio.
“A perda acumulada de 2,7% verificada nesses dois meses consecutivos de queda na produção eliminou parte do ganho de 4,4% observado nos quatro primeiros meses de 2023”, ressalta o gerente da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-BR), André Macedo.
Desempenho da indústria na análise anual
Na média móvel trimestral, houve uma queda de 0,5%. No entanto, em comparação com junho do ano passado, a indústria apresentou um crescimento de 1,7%. Com o resultado de junho, a produção industrial acumula altas de 1,5% neste ano e de 0,7% nos últimos 12 meses.
Setores em queda
Os dados da Pesquisa Industrial Mensal foram divulgados nesta terça-feira (4) pelo IBGE. Na comparação de maio para junho deste ano, 16 dos 25 ramos industriais pesquisados registraram queda na produção. O destaque negativo foi para a atividade de coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis, que caiu 5,9%.
Outros segmentos que apresentaram resultados negativos significativos incluem:
- Produtos químicos (-4,3%);
- Produtos alimentícios (-1,9%);
- Produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-11%);
- Confecção de artigos do vestuário e acessórios (-11%);
- Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-8,9%);
- Outros equipamentos de transporte (-8,6%);
- Produtos de borracha e de material plástico (-2,8%);
- Indústrias extrativas (-0,6%).
Setores com crescimento
Das nove atividades industriais que mostraram alta na produção, destacam-se:
- Celulose, papel e produtos de papel (5,4%);
- Impressão e reprodução de gravações (20,2%);
- Metalurgia (1,4%).
Queda nas grandes categorias econômicas
Todas as quatro grandes categorias econômicas da indústria apresentaram queda, com destaque para os bens de consumo semi e não duráveis, que recuaram 4,1% no período. Bens de consumo duráveis caíram 3,2%.
Categorias adicionais registraram quedas de 1,1%: bens de capital, que incluem máquinas e equipamentos usados no setor produtivo; e bens intermediários, que envolvem insumos industrializados utilizados na produção.

