O rendimento médio mensal real habitual de todos os trabalhos em Goiás alcançou R$ 3.946 no segundo trimestre de 2026, superando os R$ 3.738 registrados em todo o Brasil. Essa diferença de R$ 208 posiciona o rendimento do trabalhador goiano cerca de 5,6% acima da média nacional, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados nesta sexta-feira (14/8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o rendimento em Goiás aumentou de R$ 3.618 para R$ 3.946, um acréscimo de R$ 328 e um crescimento real de aproximadamente 9,1%. No Brasil, o rendimento médio avançou de R$ 3.635 para R$ 3.738 no mesmo intervalo, representando uma alta de 2,8%. Assim, a variação registrada em Goiás foi mais de três vezes superior à observada nacionalmente.
Taxa de desocupação e subutilização
Esse resultado positivo na renda acompanha outros indicadores favoráveis do mercado de trabalho goiano. A taxa de desocupação ficou em 4% no segundo trimestre, abaixo dos 5,4% registrados no país. Goiás se destacou com a oitava menor taxa entre as 27 unidades da Federação. Na transição do primeiro para o segundo trimestre, a taxa de desemprego goiana caiu de 5,1% para 4%. A força de trabalho no Estado foi estimada em aproximadamente 4,05 milhões de pessoas, das quais 3,884 milhões estavam ocupadas durante o período.
Outro indicador monitorado pela PNAD Contínua, a taxa de subutilização da força de trabalho, ficou em 8% em Goiás, apresentando o menor patamar da série histórica da pesquisa. O comércio, incluindo a reparação de veículos automotores e motocicletas, empregava 867 mil trabalhadores, sendo o grupo com maior número de ocupados no Estado no segundo trimestre. Já a administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais somavam 630 mil pessoas, enquanto a indústria geral absorvia 481 mil.
Adicionalmente, 448 mil trabalhadores estavam inseridos no grupo que abrange informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas. A construção contabilizava 311 mil ocupados, e a agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, 273 mil.
Empregos formais
Os resultados da PNAD Contínua complementam os dados do emprego formal. Informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, revelam que Goiás gerou 44.316 empregos com carteira assinada entre janeiro e junho de 2026, fruto de 534.145 admissões e 489.829 desligamentos. O estoque de empregos formais no Estado apresentou uma variação positiva de 2,88% nesse período. O saldo goiano foi o maior do Centro-Oeste no primeiro semestre, superando Mato Grosso, com 31.835 novos postos; o Distrito Federal, com 27.732; e Mato Grosso do Sul, com 18.531.





