O Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) realizou quarta-feira (20/8), na Casa da Indústria, o 9º Encontro Empresarial de Negócios e Investimentos da República Dominicana – Edição Goiás.
Mediado pelo presidente do Conselho Temático de Comércio Exterior da Fieg, William O’Dwyer, o evento apresentou oportunidades de comércio com o mercado dominicano, parceria que já movimentou US$ 5,5 bilhões em intercâmbio comercial com o Brasil nos últimos cinco anos.
“Goiás é um dos principais polos industriais do Brasil e esse encontro promove uma ponte estratégica de negócios entre o Brasil e a República Dominicana, país que reconhecemos como relevante hub de comércio no Caribe”, conforme afirmou O’Dwyer.
O embaixador da República Dominicana no Brasil, Robert Takata, destacou o interesse do país caribenho em negociar e apoiar comércio com Goiás. “Vemos esse diálogo como estratégico para fortalecer a parceria entre Goiás e a República Dominicana. Reforçando nossa localização geográfica e nossa posição como centro turístico do Caribe e da América Latina”, assim afirmou.
Vantagens e oportunidades
A conselheira de Assuntos Comerciais e Agrícolas da embaixada dominicana em Brasília, Carlise Nouel, conduziu a apresentação das oportunidades de investimento. Em destaque a capacidade do país de oferecer tempos de trânsito otimizados com oito aeroportos internacionais, 12 portos de carga operacionais. Bem como despacho aduaneiro em 24 horas e marco regulatório que permite armazenamento por até um ano sem taxas.
A principal vantagem competitiva apresentada é o acesso preferencial a mais de 1,2 bilhão de consumidores. Assim, por meio de uma ampla rede de acordos comerciais que inclui Estados Unidos e América Central (DR-CAFTA), União Europeia e Reino Unido (Acordo de Parceria Econômica Cariforum), Caricom e Sistema Generalizado de Preferências com Austrália, Bielorrússia, Japão, Cazaquistão, Nova Zelândia, Rússia e Suíça.
Além disso, o país mantém ainda acordos de promoção e proteção recíproca de investimentos (APPRIs) com Argentina, Chile, Coreia do Sul. Bem como Espanha, Finlândia, França, Itália, Marrocos, Holanda, Panamá e Suíça, consolidando um ambiente seguro e favorável aos negócios internacionais.
Plataforma
A República Dominicana se consolida como plataforma ideal para estratégias de nearshoring e friendshoring, sendo assim o primeiro receptor de investimento direto estrangeiro da região, com US$ 4,5 bilhões captados em 2024, dos quais US$ 146,3 milhões vieram do Brasil.
Ainda, com base na Lei nº 16-95, o país oferece tratamento nacional aos investidores estrangeiros, com liberalização de dividendos, repatriação de capital e permissão de residência permanente.
O intercâmbio comercial bilateral alcançou US$ 5,5 bilhões entre 2019 e 2024, com as importações dominicanas do Brasil representando 97% desse montante (US$ 5,4 bilhões).
Entre os principais produtos brasileiros exportados estão pedaços de frango (US$ 227,2 milhões), produtos semimanufaturados de ferro e aço (US$ 168 milhões), milho (US$ 53,7 milhões) e óleos derivados de petróleo (US$ 39,3 milhões).
Complementarmente, o encontro apresentou uma carteira robusta de projetos em setores estratégicos como mineração, turismo imobiliário. Bem como parques industriais, saúde e aquicultura, reforçando as perspectivas de parcerias entre Goiás e o hub caribenho.
Educação a distância e cooperação tecnológica
O encontro também destacou as iniciativas de cooperação educacional com o Sistema Indústria. O diretor da Unidade Digital e coordenador da Educação a Distância do Sesi Senai Goiás, Paulo de Sá, apresentou alcances, impactos e planos do programa educacional, reforçando a indústria como a razão de ser da Fieg. “Nosso objetivo é ser indispensável para a indústria, e uma indústria forte é respaldada pela educação profissional.”
Com mais de 20 anos de operação e mais de 2 milhões de matrículas, entre 2020 e 2024, o programa de educação à distância CTM Internacional alcançou 1.084 estudantes de 19 países diferentes, incluindo assim a República Dominicana.
Papel estratégico
A iniciativa do CIN reforça o papel estratégico de Goiás como plataforma de internacionalização de empreendimentos. E o compromisso da Fieg com o crescimento e desenvolvimento da indústria goiana.
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