Saiba o que o dentista pode descobrir sobre a sua saúde geral

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Um levantamento do Ministério da Saúde, realizado em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e divulgado em maio, revelou que o Brasil conta com 665.365 profissionais de saúde bucal. Dentre eles, 406.252 são cirurgiões-dentistas, graduados em Odontologia.

Os demais incluem 181,5 mil auxiliares de saúde bucal, 46 mil técnicos de saúde bucal, 24 mil técnicos de prótese dentária e 7,5 mil auxiliares de prótese dentária. Neste domingo, 25 de outubro, celebramos tanto o Dia do Dentista no Brasil quanto o Dia Nacional da Saúde Bucal.

A odontóloga Andreia Coelho Batista enfatiza a importância de consultas regulares com esse especialista, recomendando que o ideal é comparecer a cada seis meses para manter um acompanhamento preventivo e evitar problemas antes que eles se tornem graves.

“Mas isso pode variar bastante de pessoa para pessoa. Pacientes com doenças periodontais, histórico de cáries, uso de aparelho, implantes ou condições que exigem acompanhamento mais próximo podem necessitar de consultas em intervalos menores”, observa.

De acordo com a especialista, que atende no centro clínico do Órion Complex, em Goiânia, o medo de ir ao dentista ainda é um desafio e mais comum do que se imagina. Muitos pacientes chegam ao consultório com experiências ruins da infância ou temor de sentir dor.

“A odontologia evoluiu muito, tanto nas técnicas quanto nos materiais e na anestesia. Hoje, conseguimos tornar o atendimento muito mais confortável. E algo que considero fundamental é ouvir o paciente. Quando ele se sente acolhido e compreende o realizado, a ansiedade tende a diminuir bastante. Em nossa clínica, disponibilizamos recursos que ajudam a tornar o paciente mais confortável”, explica.

Saúde bucal e detecção precoce de doenças

Muitas vezes, o paciente chega ao consultório focado apenas na estética, mas durante a avaliação, problemas que ainda não causam dor identificados. Andreia Coelho lista as enfermidades mais comuns encontradas nas consultas de rotina: cáries e doenças periodontais, como gengivite e periodontite. “Identificamos também muitos casos de bruxismo, desgaste dos dentes, retrações gengivais, lesões na mucosa ou cavidade bucal que podem evoluir para câncer bucal, entre diversos outros problemas”, aponta.

A dentista ressalta que a boca não está isolada do restante do organismo. Durante a avaliação, é possível perceber sinais que merecem investigação médica, pois uma consulta odontológica vai muito além de apenas observar dentes e gengivas. “Alterações de mucosa, lesões que não cicatrizam, infecções, manifestações de doenças autoimunes, alterações ligadas ao diabetes e até sinais de deficiência nutricional são algumas observações que fazemos. Também conseguimos notar alterações que podem indicar refluxo, por exemplo, através do padrão de desgaste e erosão dos dentes”, exemplifica.

Quando um problema que pode estar relacionado a uma condição sistêmica é identificado, o encaminhamento para o médico ou outro profissional adequado é realizado. “O mais importante é trabalhar de forma integrada. Muitas vezes, o dentista é o primeiro profissional a perceber uma alteração e a orientar o paciente a investigar”, ressalta Andreia Coelho.