Fieg discute desafios do ambiente de negócios em reunião com líderes empresariais

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A Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) participou, nesta quinta-feira (23), de uma reunião na Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Goiás (Fecomércio-GO).

O encontro teve como foco os desafios do ambiente de negócios no Brasil e reuniu diversas lideranças empresariais para discutir competitividade, o estímulo ao empreendedorismo e as condições necessárias para o crescimento das empresas.

Dentre os participantes, o empresário e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, destacou fatores que influenciam o desenvolvimento econômico. Assim como a taxa de juros, produtividade, segurança jurídica e eficiência da gestão pública.

Em sua fala, Romeu Zema enfatizou a importância de um ambiente de negócios mais atrativo para que se possa alcançar um crescimento econômico sustentável. “É fundamental criar um cenário com mais previsibilidade, menos burocracia e condições que estimulem o investimento e a geração de empregos. Quando o ambiente é favorável, quem produz consegue crescer, inovar e contribuir mais para o desenvolvimento do país”, conforme afirmou.

Participação da Fieg

Representaram a Fieg o presidente em exercício, Flávio Rassi, o vice-presidente Emílio Bittar e Jerry Alexandre, presidente do Sindicato da Indústria do Arroz no Estado de Goiás (Siago) e membro da diretoria executiva da Federação.

A agenda do encontro se concentrou na análise de entraves que impactam o dia a dia das empresas, como a complexidade regulatória, a carga tributária e a necessidade de previsibilidade econômica. Também foram discutidos caminhos para estimular investimentos, aumentar a produtividade e fortalecer a competitividade da indústria brasileira.

Flávio Rassi salientou que o ambiente de negócios no país ainda apresenta obstáculos relevantes ao empreendedorismo. “O Brasil se tornou, em muitos aspectos, um país inóspito ao empreendedorismo. Não podemos aceitar que a maioria das empresas não consiga se manter ao longo dos anos”, assim destacou.

Desafios do ambiente empresarial

De acordo com Rassi, o excesso de normas e regulação dificulta a expansão das empresas. “É necessário avançar na construção de um ambiente que estimule o empreendedor a crescer, inovar e gerar oportunidades”, conforme afirmou.

Emílio Bittar complementou que a melhoria do ambiente de negócios depende da criação de condições mais equilibradas para quem produz. “O setor produtivo precisa de previsibilidade, segurança jurídica e menos entraves para continuar investindo e gerando empregos”, destacou.

Ele apontou ainda que a redução do chamado “custo Brasil” é um fator central para ampliar a competitividade. “A simplificação de processos e a eficiência na gestão pública contribuem para um ambiente mais favorável ao empreendedor”, completou.

Competitividade tributária

Jerry Alexandre destacou os impactos da carga tributária na competitividade entre estados, especialmente em relação ao ICMS. “Há diferenças relevantes que afetam diretamente a capacidade de competição das empresas”, disse.

Ele ainda acrescentou que experiências adotadas em outras partes do país mostram que é possível aumentar a inserção dos produtores em novos mercados com medidas que reduzam distorções tributárias.

No encontro, também estiveram presentes representantes de entidades do setor produtivo goiano, como a Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial). A Organização das Cooperativas Brasileiras em Goiás (OCB-GO), a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Goiás (FCDL-GO), a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg).

Bem como a Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg) e a Federação das Associações Comerciais, Industriais, Empresariais e Agropecuárias do Estado de Goiás (Facieg), entre outras lideranças empresariais.

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