México vence África do Sul na abertura da Copa do Mundo de 2026

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A Copa do Mundo de 2026 teve início com a vitória de uma das três seleções anfitriãs. Nesta quinta-feira (11/6), o México derrotou a África do Sul por 2 a 0 no Estádio Azteca, na Cidade do México, na abertura do Grupo A do Mundial.

A chave, quase toda ela disputada em território mexicano, ainda conta com Coreia do Sul e República Tcheca, que se enfrentam na noite desta quinta (11), às 23h (horário de Brasília), no Estádio Akron, em Zapopan.

Os sul-coreanos são os próximos adversários do México, no dia 18 de junho, às 13h, em uma partida que será realizada nos Estados Unidos, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta. No mesmo dia, os Bafana Bafana (apelido do time sul-africano) enfrentarão os tchecos às 22h, no Akron.

Árbitros brasileiros fazem história

Pela primeira vez, um trio de árbitros brasileiros teve a responsabilidade de apitar o jogo de abertura de uma Copa. A missão ficou a cargo do árbitro Wilton Pereira Sampaio e dos auxiliares Bruno Pires, também goiano, e o paranaense Bruno Boschilia.

Outro detalhe histórico é que o Estádio Azteca se tornou o primeiro a receber jogos de três Mundiais, após participar também das edições de 1970 e 1986. No ano que vem, o Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, será o pioneiro na estatística entre os brasileiros. Já que é uma das sedes da Copa do Mundo Feminina do Brasil – anteriormente, ele abrigou partidas das edições masculinas de 1950 e 2014.

O jogo e as expulsões

Empurrados pelos gritos de “México” e “olé” de mais de 80 mil torcedores, os donos da casa não demoraram a abrir o placar. Aos oito minutos, o goleiro Ronwen Williams tentou sair jogando com Sphephelo Sithole, mas o volante, de costas, foi desarmado pelo meia Érik Lira. A bola ficou com o atacante Juan Quiñones, que mandou para as redes, marcando o primeiro gol da Copa.

Apesar de diminuir o ritmo nos minutos seguintes, o México manteve o controle do jogo. O segundo gol quase saiu aos 41 minutos, novamente com Quiñones. Ele recebeu de Brian Gutiérrez na área, mas acertou a trave esquerda da África do Sul.

A etapa final começou de forma semelhante à inicial, com os mexicanos aproveitando um erro na saída de bola dos Bafana Bafana. Logo ao primeiro minuto, o meia Alvaro Fidalgo fez um desarme na entrada da área, foi até a linha de fundo e tentou cruzar rasteiro. A zaga afastou, e Gutiérrez arriscou de fora da área, mas por cima da meta.

A missão da África do Sul se tornou ainda mais difícil aos quatro minutos, com a expulsão de Sithole por falta em Gutiérrez, que ficaria em uma boa posição para finalizar. A superioridade numérica, contudo, não alterou a postura cautelosa do México.

Torcida

A irritação da torcida local com a lentidão da equipe, mesmo com a vantagem, virou alegria em dose dupla. Primeiro, aos 20 minutos, quando o técnico Javier Aguirre mandou a campo o meia Gilberto Mora, de 17 anos, considerado a grande revelação do futebol mexicano.

Em seguida, no minuto seguinte, um contra-ataque iniciado por Quiñones resultou em um cruzamento de Roberto Alvarado pela direita, onde o atacante Raul Jímenez cabeceou e definiu o jogo. Ele igualou o ex-centroavante Jared Borgetti como o segundo maior artilheiro da história do México, com 46 gols.

Sem conseguir reagir, a África do Sul ainda perdeu mais um jogador expulso. Aos 36 minutos, após ser chamado ao VAR, Wilton Pereira Sampaio deu cartão vermelho ao meia Themba Zwane por atingir o rosto de Alvarado sem a bola e fora da jogada.

Nos acréscimos, o árbitro brasileiro ainda expulsou o zagueiro César Montes do México, que derrubou Khuliso Mudau perto da entrada da área, quando o lateral se dirigia em direção ao gol. No entanto, nada disso impactou o resultado final da partida.

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