Três petroleiros com bandeira da Arábia Saudita, transportando um total de 6 milhões de barris de petróleo, atravessaram o Estreito de Ormuz. O movimento ocorreu logo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, assinarem um “memorando de entendimento” para encerrar o conflito armado que vinha afetando o abastecimento global de energia. O acordo entrou em vigor dois dias antes do previsto.
Principais detalhes e impactos
Embora o tráfego total ainda demande tempo para retornar aos níveis normais — devido à necessidade de garantir rotas seguras e remover minas marítimas —, os navios já começaram a transmitir suas localizações reais via transponders (antes desligados para ocultar posições) em preparação para a travessia.
Com o alívio nas tensões e a reabertura do Estreito de Ormuz, o preço dos futuros do petróleo Brent registrou uma queda adicional de 2%, operando abaixo de US$ 78 o barril, o patamar mais baixo desde o início das hostilidades.
A assinatura do memorando marca o início de uma janela de negociações de 60 dias para que as duas potências construam um acordo de paz definitivo.
A situação no Líbano e a posição de Israel
O governo de Israel foi excluído das negociações que resultaram no memorando. O Irã exigiu que qualquer resolução de paz englobasse o Líbano, fazendo com que o texto assinado por Trump incluísse explicitamente a exigência do “fim definitivo” da guerra no Líbano e a garantia de sua integridade territorial e soberania.
Apesar dos termos do documento, as forças israelenses lançaram novos ataques aéreos e de artilharia no sul do Líbano e nos subúrbios de Beirute na manhã da quinta-feira, resultando em pelo menos uma morte.
Autoridades israelenses confirmaram que o país mantém conversas de bastidores com os EUA para tentar manter o destacamento de suas tropas em território libanês. Enquanto isso, a população civil deslocada pelo conflito permanece sob incerteza quanto ao real encerramento dos combates.


