Goiás alcançou a maior média percentual de esclarecimento de homicídios do Brasil entre 2020 e 2023, com um impressionante índice de 86% de resolutividade. A informação é do estudo “Diagnóstico sobre a Investigação de Homicídios no Brasil”, divulgado na quarta-feira (8/7) pelo Instituto Sou da Paz. O estado lidera o ranking nacional, seguido assim pelo Distrito Federal (81%) e Minas Gerais (75%).
Esse resultado coloca Goiás acima da média nacional de esclarecimento de homicídios, que ficou em torno de 40% durante o período analisado. O desempenho goiano se destaca também quando comparado ao de estados de grande relevância nacional. Em São Paulo, a média de esclarecimento no mesmo período de 40%. Enquanto o Rio de Janeiro registrou apenas 23%, menos de um terço do índice alcançado por Goiás. No fim da lista, está o Rio Grande do Norte, com apenas 9% de resolução.
Fatores associados aos índices de resolução
O levantamento ainda destaca fatores associados a esses índices. Entre os pontos positivos, o estudo indica que o esclarecimento de homicídios está relacionado à “retirada de armas de fogo de circulação, resposta rápida das polícias e à mitigação das desigualdades estruturais dos territórios”.
Objetivo da pesquisa
Conforme explica o Instituto Sou da Paz em sua publicação, o “Diagnóstico sobre a Investigação de Homicídios no Brasil” propõe uma análise nacional para identificar os fatores que influenciam o desempenho investigativo nas diferentes unidades da federação. Para isso, considera aspectos ligados à dinâmica criminal, às condições socioeconômicas, à estrutura institucional das polícias e aos indicadores operacionais das investigações.
A partir do indicador de elucidação de homicídios apresentado no relatório “Onde Mora a Impunidade?”, busca-se identificar elementos que impactaram significativamente as taxas de esclarecimento dos assassinatos. Assim, o documento conclui que bons índices estão associados menos ao volume de recursos, isoladamente, e mais à capacidade de resposta, à circulação reduzida de armas e à atuação articulada diante das desigualdades dos territórios.



