O combate à informalidade no mercado de trabalho do setor foi o principal tema discutido na reunião da Câmara da Indústria da Construção (CIC) da Fieg, realizada na terça-feira (11/08) na Casa da Indústria. O encontro contou com a presença de conselheiros, empresários e profissionais da área, que debateram sobre um acordo de cooperação técnica, a capacitação de mão de obra e o ambiente de negócios.
Segundo o presidente da CIC, Sarkis Nabi Curi, o encontro se concentrou em três eixos fundamentais: o combate à informalidade, a capacitação de mão de obra e a inovação tecnológica, pautas que orientam as ações da Câmara.
Iniciativas para o setor
Nos últimos anos, a CIC tem liderado tratativas com a Prefeitura de Goiânia para solucionar entraves nos processos da cadeia de construção e capacitar a mão de obra como forma de combater a informalidade no setor, em parceria com a Secretaria de Estado da Retomada (SER-GO). Junto ao Senai Goiás, a Câmara se reuniu com o secretário da pasta, Cesar Moura, e o subsecretário, Teófilo Neves, no início de agosto para ampliar a parceria do Programa Mais Emprego – Qualificação para 20 mil novas vagas.
Cooperação técnica
A presidente do Conselho Temático de Relações do Trabalho e Inovação (CTRTI) da Fieg, Lorena Blanco, apresentou o Acordo de Cooperação Técnica sobre o Combate à Informalidade na Cadeia Produtiva da Construção. O documento reúne 25 parceiros com o objetivo de promover a regularização das relações de trabalho, a fiscalização conjunta e a capacitação de trabalhadores em situações de vulnerabilidade.
O encontro discutiu ainda a concorrência desleal gerada pela informalidade, os órgãos parceiros na fiscalização e o funcionamento do acordo por meio de um Comitê Diretor com plano de trabalho e relatórios bimestrais. Também foram abordados o papel esperado das entidades sindicais patronais e os benefícios e o processo de adesão das entidades, com vigência de dois anos prorrogáveis e rescisão facultada mediante aviso prévio de 60 dias.
Lorena destacou a importância de que o acordo saia do papel e que o plano de trabalho comece a ter resultados até dezembro. “O importante é que todos estejam envolvidos e satisfeitos com o que está no acordo”, enfatizou. Os próximos passos incluem reuniões com cada sindicato para leitura e validação do texto.
Otimização de processos
Outra pauta discutida foi a plataforma BIM (Modelagem de Informações de Construção). A implementação do software ocorre em parceria com a Prefeitura de Goiânia, visando otimizar os processos de licenciamento e tornando mais eficiente a análise de projetos pela administração municipal. Segundo Sarkis, a adoção do BIM proporciona maior previsibilidade, transparência e rapidez na tramitação de projetos, auxiliando no destrave burocrático.
Ambiente de negócios
Tiago Cavalcante, diretor de Mercado de Capitais da Safra Invest, participou do encontro com o intuito de abrir discussão sobre o ambiente de negócios na cadeia da construção em Goiás. Ele explicou que o foco é otimizar a cadeia para oferecer melhorias e facilitar o acesso ao crédito para os empresários.
“Nosso objetivo é atender aqueles empresários e segmentos que não conseguem acesso direto ao crédito. É uma parceria para que seja uma solução a mais, agregando valor ao coletivo já existente na CIC”, afirmou. Ele ressaltou que os segmentos serão analisados individualmente, visando a solução de gargalos específicos, enquanto o pertencimento a um coletivo ajuda a diminuir o risco da operação e aumenta a competitividade das empresas.
Metas futuras
O presidente da CIC apresentou o Plano de Gestão de Metas (GPM) da Câmara, que articula 13 frentes de trabalho em duas direções centrais: por um lado, a articulação política e regulatória, com tratativas junto à Secretaria da Fazenda de Goiânia para adiar a nova forma de cálculo do ISS a partir de 2027, e com a Secretaria da Retomada do Estado para dar continuidade ao programa de qualificação profissional com 20 mil vagas em todos os 246 municípios goianos.
O plano também prevê, para setembro, a assinatura de um acordo de cooperação técnica focado no combate à informalidade no setor, passando por consultas da Fieg aos 16 sindicatos que integram a CIC, além de uma reunião ordinária com pauta voltada para a criação de uma central de compras e um encontro de networking empresarial.





