Uma inundação devastadora atingiu o norte do Nepal, nas proximidades da fronteira com a região autônoma do Tibete, na China. A tragédia no rio Bhote Koshi varreu vilares inteiros, destruiu infraestruturas críticas e resultou em pelo menos 98 mortes confirmadas, com cerca de 400 pessoas desaparecidas. Entre os desaparecidos, estima-se que quase 300 sejam turistas estrangeiros de diversas nacionalidades.
Origem da tragédia e impacto imediato
Autoridades nepalesas informam que um abalo sísmico seguido por uma avalanche massiva de neve, gelo e pedras represou temporariamente um afluente do rio Bhote Koshi, no distrito de Rasuwa. O rompimento súbito dessa barragem natural liberou uma torrente incontrolável de lama e escombros sobre áreas habitadas e rotas turísticas em questão de minutos.
Até o momento, há pelo menos 98 mortes confirmadas e 384 pessoas desaparecidas. Ao todo, 291 delas são turistas de países como Índia, Reino Unido, Estados Unidos e Malásia. Estradas de acesso, portanto, estão bloqueadas e pontes foram arrastadas. Além disso, o desastre interrompeu mais de 12% da capacidade total de produção hidrelétrica do Nepal. As cidades de Syapru Besi e Timure encontram-se inacessíveis via terrestre e estão sob alerta de evacuação iminente para as encostas.
Equipes conjuntas da Polícia e do Exército do Nepal, com o auxílio de moradores locais e voluntários internacionais, trabalham em condições extremas para tentar localizar sobreviventes sob os escombros. No entanto, a visibilidade reduzida e as vias destruídas dificultam o acesso das equipes a pontos mais remotos do vale do Himalaia.
Organizações internacionais e governos asiáticos já mobilizam apoio humanitário para conter a crise e auxiliar na busca pelos desaparecidos. O nível da água nas áreas mais baixas começa a cair gradualmente, porém as autoridades reforçam que todas as populações permaneçam em terrenos altos. Isso ocorre devido ao risco contínuo de novos deslizamentos.






