Goiás atinge segundo maior volume de produção de ovos no primeiro semestre

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Goiás produziu 128,5 milhões de dúzias de ovos, alcançando o segundo melhor resultado da série histórica para o primeiro semestre do ano, atrás apenas do volume registrado no primeiro semestre de 2025. Os dados são do Agro em Dados, um informativo mensal elaborado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). No Brasil, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção de ovos atingiu um recorde de 2,4 bilhões de dúzias.

A produção brasileira de ovos destina-se majoritariamente ao mercado interno. Em 2025, segundo o Relatório Anual da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o consumo per capita alcançou 288 unidades, representando um aumento de 7,1% em relação a 2024. Esse crescimento pode ser, em parte, atribuído à expansão do mercado fitness e à busca por fontes proteicas práticas, já que o ovo é reconhecido por conter albumina, uma proteína presente na clara que possui um perfil completo de aminoácidos essenciais e alta digestibilidade, além de ser uma fonte de vitamina B12 e colina.

Crescimento em Goiás

Entre 2016 e 2025, a produção brasileira de ovos aumentou de 3 bilhões para 4,9 bilhões de dúzias, resultando em um crescimento de 59,9% em dez anos, conforme dados do IBGE. Em Goiás, essa tendência se refletiu com um avanço de 53,8% no período, saltando de 171,7 milhões para 264,1 milhões de dúzias. Este crescimento foi acompanhado pelo aumento no plantel de galinhas poedeiras, que cresceu 53,1% na última década, alcançando 46,9 milhões de cabeças em 2025.

“A produção de ovos acompanha a evolução das demandas do mercado, com avanços nos sistemas de criação de galinhas poedeiras voltados ao bem-estar animal, à sustentabilidade e às diferentes exigências dos consumidores”, destacou Ademar Leal, titular da Secretaria de Agricultura. “Os resultados refletem o trabalho dos produtores goianos, em parceria com a Secretaria, que atua no apoio técnico e no diálogo com o setor para fortalecer a cadeia produtiva.”

Cotações de mercado

Na série histórica do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Esalq/USP (Cepea), o preço do ovo alcançou o maior valor nominal em março de 2025, quando a caixa com 30 dúzias de ovos brancos em Bastos (SP) chegou a R$ 203,01. Esse aumento foi influenciado por fatores nacionais e internacionais. Nos meses subsequentes, os preços passaram por um processo de acomodação, com a recomposição do equilíbrio entre oferta e demanda. Nesse sentido, 2025 consolidou o maior Valor Bruto da Produção (VBP) da série, com quase R$ 1,6 bilhão em Goiás e R$ 30,1 bilhões no Brasil. Para 2026, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) projeta um VBP de R$ 1,3 bilhão para Goiás, valor equivalente ao registrado em 2024. Essa projeção reflete a maior disponibilidade interna do produto, resultado da expansão da produção, e o consequente recuo dos preços no mercado doméstico.

Mercado internacional

Em 2025, dados da ComexStat indicam que as exportações de ovos do Brasil somaram 51,1 mil toneladas, com uma receita de US$ 175,4 milhões. Goiás contribuiu com 272,2 toneladas de ovos destinados ao consumo. No que diz respeito aos ovos para incubação, a estimativa é de 728,7 toneladas produzidas no Estado, com valor médio de US$ 5.764,88 por tonelada, um aumento de 14,2% em relação a 2024. Os principais destinos dos produtos foram Arábia Saudita, México, Senegal e Venezuela. Com esse desempenho, o Estado ocupou a 5ª posição entre os maiores exportadores do segmento no país em 2025.

No mercado de ovos para consumo, as exportações goianas se concentraram em Cristalina e São João d’Aliança, que somaram US$ 1,5 milhão e US$ 684,0 mil, respectivamente. Entre janeiro e agosto de 2026, Luziânia também se juntou ao grupo de municípios exportadores desse produto, com receita de US$ 246,4 mil. No total, Goiás enviou 346,2 toneladas ao exterior, gerando uma receita de US$ 1 milhão. Desse total, 57,6% corresponderam a ovos para incubação e 42,4% a ovos para consumo. Esses números reforçam a importância dos ovos para incubação na pauta exportadora goiana e evidenciam a participação do Estado no mercado internacional.