Quase 50% dos brasileiros desejam comprar um imóvel nos próximos anos, de acordo com a pesquisa de Intenção de Compra de Imóveis realizada pela Brain Inteligência Estratégica, referente ao primeiro trimestre de 2026. O levantamento registrou uma intenção de compra de 49%, com alta de 5 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2025 (44%). A necessidade de sair do aluguel e o sonho de ter um espaço próprio lideram a lista dos desejos dos brasileiros.
Dentre o percentual de pessoas que buscam imóveis, 83% desejam residências para moradia. E, entre os tipos de imóveis residenciais, o mais desejado é a casa em rua (47%), seguido por apartamentos (35%) e casas em condomínios fechados (14%).
Desejo versus aquisição
Entretanto, nem sempre o imóvel mais desejado é o que realmente é adquirido. Ao longo do tempo, observa-se que a população tem uma preferência maior por casas, mas acaba comprando apartamentos. Conforme a pesquisa da Brain, ao final das contas, 43% das pessoas compram imóveis em prédios, enquanto apenas 26% optam por casas de rua.
As vantagens e desvantagens pesam na hora da decisão, assim como o valor, a disponibilidade de imóveis na região de preferência da família e outros fatores. O especialista imobiliário Ricardo Augusto, diretor da imobiliária My Broker, explica que essa realidade apontada pela pesquisa nacional também é comum em Goiânia. “Esse comportamento é muito influenciado pelo orçamento familiar, pela disponibilidade de crédito e, principalmente, pela localização”, ressalta.
Ricardo destaca que os apartamentos geralmente têm um tíquete médio de entrada menor e são localizados em áreas estratégicas. Além disso, esses imóveis oferecem benefícios como ampla área de lazer, conveniência e rooftop, fatores que acabam atraindo o comprador. “Na prática, vejo que o consumidor busca equilibrar a qualidade de vida com a capacidade financeira e o momento de vida. Assim, ele opta por comprar o imóvel que oferece a melhor combinação entre necessidade e viabilidade”, enfatiza.
Fatores a considerar na decisão
Para tomar uma decisão acertada, a orientação do especialista é começar por uma análise do estilo de vida e dos objetivos dos futuros moradores, além de avaliar detalhadamente os custos, tanto os imediatos quanto os que virão a longo prazo. “Entre os critérios para uma decisão estão a localização, o potencial de valorização, a qualidade construtiva, a reputação da construtora, a infraestrutura da região, o valor do condomínio e a liquidez deste imóvel”, afirma. Ele também orienta que o comprador não deve avaliar apenas o custo imediato da aquisição, mas também as despesas futuras com manutenção, tributos e custos recorrentes.
Vantagens de cada tipo de imóvel
Ricardo Augusto destaca que conhecer bem as vantagens de cada tipo de imóvel pode ajudar na hora da decisão. Confira as dicas do especialista:
Vantagens da casa de rua
Liberdade: A casa proporciona muito mais espaço interno e externo, privacidade e uma experiência de moradia mais personalizável, com ventilação, claridade, pé direito alto e até um quintal.
Perfil de público: A casa de rua costuma atender com mais facilidade famílias com filhos pequenos, animais de estimação, profissionais que trabalham em home office e consumidores que valorizam áreas privativas para lazer e convivência.
Para aqueles que dão prioridade a espaço, conforto, praticidade e um ambiente mais familiar, a casa tende a ser a escolha mais adequada.
Alternativa: Nos condomínios fechados, essa experiência se torna ainda mais completa, pois reúne os benefícios da casa com segurança, organização urbana e áreas comuns oferecidas pelo condomínio. Na grande Goiânia, observa-se um crescimento consistente da procura por esse tipo de imóvel, impulsionado pela busca por qualidade de vida e segurança.
Vantagens de morar em apartamento
Praticidade: O apartamento destaca-se pela praticidade, geralmente localizado em regiões mais centrais e próximas aos principais polos comerciais e de serviços, facilitando a rotina dos moradores.
Segurança e comodidade: Esses são pontos fortes dos condomínios residenciais verticais. Muitos oferecem portarias, controle de acesso, áreas de lazer, academias, coworking, delivery e mercadinhos, reduzindo as preocupações com manutenção e gestão dos imóveis.
Público prioritário: Este formato atende muito bem investidores, casais sem filhos, pessoas que viajam com frequência e famílias que valorizam a mobilidade urbana.



