Pelo terceiro ano consecutivo, as proteínas animais fecham o acumulado de janeiro a setembro em alta no comércio exterior goiano. Em 2026, Goiás exportou US$ 2,27 bilhões em carnes no período, um valor 16,9% superior ao registrado em 2025, quando as vendas do setor já haviam avançado 18,7% em relação a 2024. Com esse resultado, a participação do segmento no valor exportado pelo agronegócio do estado subiu de 21,8% para 26%. Os dados foram extraídos do Comex Stat e estão disponíveis no Painel de Comércio Exterior da Plataforma Aroeira, que é oferecido pelo Governo de Goiás, através da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).
Participação e liderança dos produtos
Enquanto as carnes ampliaram sua participação nas exportações do agronegócio goiano, o principal produto exportado, o complexo soja (composto por soja em grãos, farelo de soja e óleo de soja), manteve a liderança com 61,9% das vendas externas do estado, totalizando US$ 5,41 bilhões no acumulado de janeiro a setembro, o que representa um aumento de 0,2% em relação ao mesmo período do ano passado. A valorização dos produtos do complexo também contribuiu para este resultado, com alta de 7,4% no valor médio por tonelada, que chegou a US$ 426,89.
O titular da Seapa, Ademar Leal, destaca que Goiás possui uma produção agropecuária diversificada, com cadeias que desempenham papéis importantes na economia do estado. “Os números mostram que temos condições de ampliar cada vez mais nossa presença nos mercados. Com essa capacidade produtiva, temos condições de atender à demanda internacional, sem deixar de atender às necessidades do mercado interno”, afirma.
Diversificação e expansão das exportações
O desempenho das exportações também se reflete na movimentação dos mercados compradores. Entre janeiro e setembro, as proteínas animais goianas alcançaram 131 países, cinco a mais que no mesmo período de 2025. Os Estados Unidos ampliaram as compras de carne bovina e dividem com a China a liderança entre os destinos, com US$ 458,8 milhões e US$ 420,9 milhões, respectivamente. As compras norte-americanas da proteína cresceram 67,3% em relação ao mesmo período de 2025, quando totalizaram US$ 274,2 milhões. O México aparece na sequência, com US$ 173,3 milhões, dos quais 92,8% correspondem às compras de carne bovina.
A China mantém sua posição como principal destino das exportações goianas do complexo soja, com aproximadamente US$ 3,4 bilhões até setembro deste ano, equivalente a 83,8% do total exportado por Goiás para o país oriental. Desse montante, cerca de US$ 1,2 bilhão foi exportado no terceiro trimestre. Ao todo, os produtos do complexo alcançaram 46 países, quatro a mais que no fechamento do primeiro semestre. Além da China, Tailândia (US$ 240,0 milhões), Polônia (US$ 194,5 milhões), Paquistão (US$ 182,4 milhões) e Indonésia (US$ 164,8 milhões) destacam-se entre os principais compradores do segmento.
“A presença dos produtos goianos em diferentes países é crucial para ampliar as oportunidades de comercialização e reduzir a dependência de mercados específicos. Nosso trabalho como Estado é contribuir para que as cadeias produtivas estejam cada vez mais preparadas para atender às principais exigências internacionais e aproveitar novas oportunidades de negócios para a agropecuária goiana”, conclui o secretário Ademar Leal.



