O Festival Internacional de Cinema da Diversidade Sexual e de Gênero de Goiás (DIGO) já está recebendo inscrições para a edição de 2024. O evento, que acontecerá entre os dias 12 e 15 de dezembro, no Cine Ouro, em Goiânia, vai reunir produções com temática LGBTQIA+. Os interessados podem inscrever seus filmes gratuitamente até 15 de novembro por meio do site oficial do festival.
Com o tema “Natal da Diversidade: Um Natal Diferente, Colorido e para Todos os Corpos”, o DIGO chega à sua 10ª edição, oferecendo espaço para produções tanto de profissionais quanto de amadores, desde que os filmes abordem questões relacionadas à comunidade LGBTQIA+ e tenham sido produzidos a partir de 2023. O festival conta com o apoio da Lei Federal Paulo Gustavo e da Secretaria de Cultura do Estado de Goiás.
Para o diretor do festival, Cristiano Sousa, realizar o evento em dezembro traz um diferencial importante. “Queremos criar uma experiência que acolha aqueles que, muitas vezes, sofrem preconceito e não passam o Natal com suas famílias. Será um momento de celebração, com respeito e amor, promovendo um ambiente onde todos são aceitos”, afirmou.
Além da exibição de filmes, o festival oferece uma programação diversa, com debates, oficinas e atrações que vão além da tela. “Nosso objetivo é atrair todos os públicos, inclusive da periferia e pessoas com deficiência, por meio de parcerias com universidades e outras instituições. O DIGO é um espaço de aprendizado e valorização da diversidade”, destacou Sousa.
A programação inclui também apresentações de drags nacionais, um júri internacional e palestras sobre o Projeto de Lei nº 2046/2024, que busca garantir respeito à diversidade sexual e de gênero no ambiente de trabalho. Shows e outras atividades especiais complementam o festival, enriquecendo a experiência do público.
História e impacto social
Desde sua criação, o DIGO já exibiu mais de mil filmes e promoveu mais de 40 apresentações artísticas, incluindo espetáculos teatrais, performances e oficinas. Quatro edições foram realizadas sem patrocínio, movidas pelo trabalho voluntário de dezenas de pessoas.
Cristiano Sousa enfatiza que o festival vai além do cinema, propondo discussões cruciais para a vida da comunidade LGBTQIA+. “Goiás é um dos estados com maior número de assassinatos de pessoas LGBTQIA+, e o Brasil lidera globalmente essa triste estatística. Precisamos de respeito e de eventos que discutam e promovam a aceitação, pois isso pode salvar vidas”, concluiu o diretor.
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