Fieg e Sifaeg promovem debate sobre investimentos em bioenergia em Goiás

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Com cerca de R$ 20 bilhões em investimentos anunciados ou em execução entre 2023 e 2026, Goiás amplia sua posição como um dos principais polos de bioenergia no país. O avanço de projetos ligados ao etanol de milho, biogás, biometano e geração de energia renovável pautou uma reunião realizada na sexta-feira (12/6) entre representantes da Fieg, do Sifaeg, do Sifaçúcar e da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), discutidos os desafios e oportunidades para a continuidade desse ciclo de crescimento.

O encontro reuniu o presidente da Fieg e presidente-executivo do Sifaeg, André Rocha, o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ademar Pereira Leal Filho, e o presidente do Conselho de Administração do Sifaeg, Marcelo Barbosa, além de representantes de empresas como Jalles Machado, São Martinho, Atvos, BP Bioenergy, Raízen, Cerradinho Bio, Vale do Verdão, Energia da Serra, Usina Goiás, Grupo Bom Sucesso, Grupo Farias, Grupo Nardini, Grupo Sada Bioenergia, Cargill e Inpasa.

Demandas e Desafios do Setor Bioenergético

Durante a reunião, empresários do setor apresentaram demandas relacionadas à infraestrutura logística, disponibilidade de energia elétrica, licenciamento ambiental e competitividade. Também discutidas alternativas para ampliar investimentos em rodovias e outras obras de interesse regional, além de medidas voltadas à atração de novos empreendimentos para Goiás.

“O setor bioenergético é um dos grandes responsáveis pela interiorização do desenvolvimento em Goiás. Além de produzir energia renovável e biocombustíveis, gera empregos qualificados, movimenta a economia dos municípios e contribui para melhorar a infraestrutura das regiões onde está presente. O desafio agora é criar condições para que esse novo ciclo de crescimento continue acontecendo no Estado”, conforme afirmou Rocha.

Panorama do Agronegócio em Goiás

Ao apresentar um panorama do agronegócio goiano, Ademar Pereira Leal Filho destacou a posição de liderança de Goiás em diversas cadeias produtivas e o potencial de expansão da bioenergia no âmbito da transição energética.

De acordo com dados apresentados pela Seapa, Goiás deverá produzir 80,1 milhões de toneladas de cana-de-açúcar em 2026, mantendo a segunda posição nacional. A produção de etanol de cana está estimada em 4,5 bilhões de litros, enquanto a produção de açúcar deve alcançar 3 milhões de toneladas. O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) goiano está projetado em R$ 119,5 bilhões, dos quais R$ 13,6 bilhões são provenientes da cadeia da cana-de-açúcar.

O secretário ressaltou que o Estado reúne condições favoráveis para ampliar sua participação na produção de biocombustíveis e energia renovável, impulsionado pelo crescimento de projetos ligados ao etanol de milho, biogás, biometano e outras soluções de baixo carbono. “O objetivo é manter um diálogo permanente com os setores produtivos para compreender as demandas e buscar soluções que contribuam para o desenvolvimento de Goiás”, assim afirmou Ademar Leal.

Oportunidades na Transição Energética

Além dos investimentos industriais em andamento, os participantes destacaram o avanço da bioenergia como uma das principais oportunidades econômicas associadas à transição energética. O aumento da demanda por combustíveis renováveis, a ampliação da mistura de biocombustíveis e o crescimento dos mercados de baixo carbono têm despertado o interesse por novos projetos no Estado.

Foi igualmente discutida ações de prevenção e combate aos incêndios em áreas rurais, com a participação de representantes do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás, além de iniciativas voltadas à modernização de processos públicos ligados ao agronegócio.

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