Goiás deve encerrar 2026 com uma taxa de desemprego 20% inferior à média nacional. A projeção é do Instituto Mauro Borges de Pesquisa e Política Econômica (IMB), que aponta para uma desocupação de 3,6% no estado até dezembro, em comparação a 4,5% no Brasil.
Esses dados constam no Boletim de Projeções Macroeconômicas do terceiro trimestre, divulgado em outubro, e indicam a continuidade da redução do desemprego no mercado de trabalho goiano.
Desempenho do mercado de trabalho
O desempenho acompanha os resultados registrados ao longo do ano. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego em Goiás recuou de 4,4% no segundo trimestre de 2025 para 4% no mesmo período de 2026. No Brasil, o índice ficou em 5,4%, mantendo o estado com desocupação de 1,4 ponto percentual inferior à média nacional.
Rendimento dos trabalhadores goianos
Os trabalhadores goianos também registram rendimento médio superior à média brasileira. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados pelo IBGE em agosto, mostram que o trabalhador goiano recebeu, em média, R$ 3.946 por mês no segundo trimestre de 2026. Esse valor supera em R$ 208 o rendimento nacional, que é de R$ 3.738, representando uma diferença de 5,6%.
O crescimento da renda também é superior ao registrado no país. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, a renda média do trabalho em Goiás avançou 9,1% em termos reais, passando de R$ 3.618 para R$ 3.946. No mesmo período, a média brasileira aumentou 2,8%, indo de R$ 3.635 para R$ 3.738.
Ocupação e setores de atividade
Os indicadores de renda e emprego reforçam o desempenho do mercado de trabalho estadual. No segundo trimestre de 2026, Goiás tinha aproximadamente 3,88 milhões de pessoas ocupadas, segundo o IBGE. O setor de serviços concentrou o maior contingente, com 1,95 milhão de trabalhadores (50,2%), seguido pelo comércio, com 867 mil (22,3%). Na comparação com o mesmo período de 2025, o comércio registrou crescimento de 5,8% no número de ocupados.
Perspectivas futuras
As projeções do IMB indicam que a diferença entre as taxas de desemprego estadual e nacional deve permanecer até dezembro. A estimativa para Goiás varia entre 3,5% e 3,7%. O índice brasileiro deve variar entre 4,3% e 4,6%. O mercado de trabalho goiano em 2026 deve continuar contribuindo para a sustentação da economia.
Vinculado à Secretaria-Geral de Governo de Goiás, o IMB elaborou as projeções com base nos indicadores da PNAD Contínua e em modelos estatísticos próprios. Os percentuais de desemprego previstos para dezembro são estimativas e poderão ser atualizados conforme a divulgação de novos dados.


