O Governo de Goiás formalizou, nesta quarta-feira (8/7), a assinatura do protocolo de intenções para a aquisição de um imóvel que deve abrigar o novo Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo). Em fase final de construção, a estrutura pertence à Goiânia Medical Center e, com essa transação, incorporada ao patrimônio do Estado. Assim, ampliando a oferta de atendimentos de urgência e emergência, trauma, neurologia, neurocirurgia e cirurgias de alta complexidade na capital.
As tratativas para a aquisição do empreendimento, orçado em R$ 500 milhões, estão sendo realizadas por meio de contratação direta, conforme a inexigibilidade de licitação, nos termos do art. 74 da Lei Federal nº 14.133/2021. Essa modalidade fundamenta-se na singularidade do imóvel, projetado especificamente para hospital, e na inviabilidade prática de substituição por outro que atenda às mesmas condições para o interesse público.
Histórico e necessidade de ampliação
O Hugo fundado em 1991 e, ao longo de três décadas, tornou-se a principal referência estadual em urgência, emergência, trauma, neurologia, neurocirurgia e cirurgia de alta complexidade.
No entanto, o crescimento contínuo da demanda por atendimentos evidenciou a urgência de uma ampliação. Além disso, a impossibilidade de realizar reformas com o hospital em pleno funcionamento, a estrutura física já havia alcançado seu limite de expansão.
Expectativa com a nova estrutura
Com a mudança de endereço, o Governo de Goiás espera ampliar a capacidade do Hugo, garantindo atendimento a um número maior de pacientes. “Esse novo prédio permitirá que ampliemos esse atendimento. Estamos passando de 10 para 20 salas de cirurgia e de 52 leitos para 90 leitos de UTI”, conforme explicou o governador Daniel Vilela. Há também a previsão de que o número total de leitos salte de 342 para mais de 500.
Características do novo hospital
A nova estrutura, localizada no Conjunto Fabiana, a cerca de seis quilômetros do atual Hugo, possui 53.147 m² de área construída em um terreno de 37.813 m², incluindo 14 mil m² de estacionamento coberto com 607 vagas. O projeto original contempla 407 leitos.
O acordo formalizado entre o Estado e a proprietária do empreendimento prevê que a empresa execute uma série de adequações no complexo, transformando a funcionalidade de alguns ambientes. “Faremos uma análise, andar por andar, área por área, para verificar as intervenções e adequações que precisam ser feitas”, conforme esclareceu o secretário de Estado da Saúde, Rasível dos Reis. Ele também mencionou que a secretaria está elaborando um plano de transição.
Gestão e transferência
A gestão do novo Hugo continuará sob a responsabilidade da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein. A transferência do hospital para a nova instalação ocorrerá somente logo após a conclusão integral da obra pelo proprietário. Assim, incluindo a obtenção das licenças e alvarás necessários.
“Determinei um técnico [da prefeitura] para cuidar exclusivamente dos assuntos do hospital, com a maior celeridade possível. O que depender do município, será tratado com rapidez”, assim afirmou o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel.



