Uma grande manifestação no centro de Brasília demonstrou o apoio de estudantes ao presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Os manifestantes se reuniram em frente à Biblioteca Nacional, onde muitos jovens subiram em um trio elétrico, pedindo apoio ao fim da escala 6×1 (em trâmite no Senado), além de defender programas sociais do governo, educação gratuita e o Sistema Único de Saúde, enquanto também se manifestavam contra privatizações.
Durante a caminhada na Esplanada dos Ministérios, a multidão viu projetadas na cúpula do Museu Nacional da República as palavras “Estudantes pela democracia”.
A importância do apoio estudantil
O ato, que teve início no final da tarde, foi marcado por cantos e gritos de apoio, ressaltando como os programas do governo do atual presidente foram cruciais para muitos dos presentes.
Nas mãos dos participantes, cartazes expressando agradecimento ao presidente destacavam que seria impossível chegar ao ensino superior sem iniciativas como o Prouni. “Hoje eu curso enfermagem graças a essa iniciativa. Sou uma jovem da periferia de Sobradinho, a primeira da minha família na faculdade”, declarou Ana Luiza Moraes, de 20 anos, moradora de Sobradinho.
Ao lado dela, Natiele Rodrigues, de 19 anos, também da mesma região, ressaltou a importância da mobilização juvenil em defesa de programas como o Prouni e da democracia. “É necessário que os jovens se manifestem mais”, afirmou.
Vozes de esperança
Próximo ao grupo, a comerciante autônoma Michele Andrade, de 22 anos, moradora de Ceilândia, estava vendendo água e refrigerante enquanto se mostrava entusiasmada com o ato. “Não consegui chegar a uma faculdade, mas sei que nós mulheres precisamos nos defender. O presidente falou coisas importantes na defesa da gente”, contou.
Outra jovem que participou da manifestação, a estudante de psicologia Ana Clara Queiroz, de 19 anos, acredita que mulheres, pessoas LGBT e os mais pobres estão mais interessados na reeleição de Lula. “Eu, como mulher, negra e LGBT, tenho medo de direitos serem retirados”, relatou.
Ao lado dela, Isabela Rodrigues, de 20 anos, que faz cursinho para tentar ingressar em medicina veterinária, afirmou que a juventude está mais consciente sobre a importância do voto neste ano. “Chegamos com mais ânimo agora, principalmente nós que somos pobres.”

