Bolsonaro completa cinco meses de prisão e pode passar por nova cirurgia

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O ex-presidente Jair Bolsonaro completou cinco meses de prisão na última quinta-feira, 23 de abril, em um período marcado por internações, decisões judiciais e manifestações de aliados.

Detido desde novembro do ano passado, o político chega aos 150 dias sob custódia com a previsão de passar por um novo procedimento cirúrgico. Segundo pedido da defesa ao Supremo Tribunal Federal, a intervenção deve ocorrer no ombro, em decorrência de lesões causadas por uma queda registrada em janeiro, quando ele estava na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

Ainda de acordo com a equipe médica, o procedimento exige atenção, especialmente no período de recuperação. A cirurgia pode ser realizada nos próximos dias, conforme avaliação clínica.

No início do ano, Bolsonaro apresentou um episódio de mal-estar na cela, sendo diagnosticado com traumatismo cranioencefálico leve após uma queda durante o sono. O caso ocorreu poucos dias após uma cirurgia realizada para tratar hérnia, associada a um quadro de soluços persistentes.

Aos 71 anos, o ex-presidente apresenta um estado de saúde considerado delicado, com histórico de complicações intestinais e respiratórias. Relatórios médicos indicam que, apesar de melhora recente, ele ainda relata cansaço e fadiga. A pressão arterial permanece controlada.

Em março, Bolsonaro foi internado no Hospital DF Star, em Brasília, para tratar problemas renais e pulmonares. Durante o período, chegou a ser encaminhado à Unidade de Terapia Intensiva devido à gravidade do quadro, mas evoluiu com melhora progressiva e passou a cumprir tratamento em regime domiciliar.

A marca dos cinco meses de prisão também foi acompanhada por manifestações públicas de aliados e familiares. Entre eles, o filho Carlos Bolsonaro publicou mensagens nas redes sociais em defesa do ex-presidente, classificando a prisão como injusta e motivada por perseguição.

Outros apoiadores também se posicionaram publicamente, reforçando discursos de apoio e críticas às decisões judiciais. As manifestações ganharam repercussão nas redes sociais e mantêm o tema em evidência no debate político nacional.

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