Goiás se destaca como 5º estado em contratações de jovens, de acordo com o IBGE

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Lançado há 25 anos, o programa Jovem Aprendiz atingiu em 2025 seu maior patamar em números de contratações desde sua criação, com 715 mil efetivações formais de jovens trabalhadores na faixa de 14 a 24 anos.

Goiás desempenha um papel preponderante nessa inserção dos jovens no mercado de trabalho, ocupando a quinta colocação nacional entre os estados que mais contrataram pessoas dessa faixa etária, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O programa Jovem Aprendiz é atualmente a principal ferramenta social para a promoção da empregabilidade juvenil, que ainda é a faixa etária mais afetada pelo desemprego no Brasil: 11,4% para aqueles com idades entre 18 e 24 anos, e 19,9% para jovens de 14 e 17 anos. Esses números estão bem acima da média nacional geral, que é de 5,1%. Os dados são do IBGE e referem-se ao ano de 2025.

Atuais números e experiências de jovens aprendizes

De acordo com informações da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social (Seds), atualmente existem cerca de 8.500 jovens ativos no programa de socioaprendizagem. Uma dessas jovens é Geovana Moreira Martins, de 19 anos, que há quase um ano assumiu sua primeira oportunidade de trabalho na FGR Incorporações, uma empresa goiana líder no Centro-Oeste na construção de condomínios.

Cursando a faculdade de Psicologia pela manhã e trabalhando na FGR à tarde, Geovana começou a atuar no administrativo das obras do Jardins Lyon, empreendimento da incorporadora localizada em Aparecida de Goiânia. Suas atividades incluem a verificação de documentação, agendamento de exames admissionais e demissionais, redação de ofícios para bancos, entre outras rotinas administrativas.

“Mas agora estou trabalhando na sede da FGR, onde estou envolvida com a troca de cartões de ponto e também organizando documentações relacionadas às rescisões de trabalho”, explica a jovem.

Ao recordar seu primeiro contato com o trabalho de forma profissional, Geovana menciona o nervosismo do primeiro dia, que logo passou com o acolhimento proporcionado pela empresa. “Eu não tinha experiência anterior, então para a gente que é jovem é bem mais difícil. Nesse sentido, acho que é um programa que acolhe os jovens”, destaca.

Depois de quase um ano na empresa, Geovana afirma que já aprendeu muitas lições que serão valiosas para sua vida e carreira. “Aprendi a me relacionar melhor com as pessoas e como me portar no ambiente de trabalho. Numa empresa do tamanho da FGR, você tem pessoas de várias formações, idades e vivências”, relata.

De aprendiz a acionista

O programa Jovem Aprendiz foi a grande porta de entrada para a contadora Denise Rodrigues, que, aos 16 anos, começou sua primeira experiência de trabalho na FGR Incorporações em 2011. “Comecei como arquivista, cuidando de todos os documentos da empresa”, lembra.

Essa jornada levou Denise a uma posição que ela jamais imaginou na época. Recentemente, ela foi convidada a se tornar acionista da empresa, além de atualmente ser a coordenadora contábil da FGR. “Confesso que me sinto emocionada ao falar sobre essa trajetória e ver onde consegui chegar e o quanto ainda posso crescer”, diz.

Denise fala com orgulho sobre seus 15 anos de trabalho na empresa que lhe deu a primeira oportunidade. Ela relembra que ao entrar como jovem aprendiz chegou nervosa e insegura, mas esses sentimentos logo foram superados pelo acolhimento da equipe.

“O ambiente aqui sempre foi de muita educação, cordialidade e respeito por todos, independente da função ou hierarquia. Isso me deixou mais confortável e confiante”, relata.

A importância do programa para a formação de talentos

Segundo Rafael Carlos Gonçalves, especialista em gestão de pessoas e coordenador da área de Recursos Humanos da FGR Incorporações, o Programa Jovem Aprendiz desempenha um papel fundamental na formação e inserção dos jovens no mercado de trabalho.

Para ele, essa iniciativa representa frequentemente o primeiro contato dos jovens com o ambiente corporativo, as responsabilidades profissionais e oportunidades de desenvolvimento real. “Mais do que cumprir uma função social, o programa contribui para a construção de experiência, disciplina, aprendizado técnico e desenvolvimento comportamental. Preparando esses jovens para os desafios da carreira e ampliando suas perspectivas profissionais”, conforme pontua Rafael.

Rafael acrescenta que a FGR vê os jovens aprendizes como talentos em construção. “Dentro da nossa política de RH, buscamos proporcionar um ambiente de aprendizado, acolhimento e desenvolvimento onde eles se sintam parte da empresa e seguros para desenvolver suas habilidades e construir sua trajetória profissional”, afirma o coordenador.