Goiás registra a menor taxa de roubo de veículos do Brasil em 2025, diz levantamento

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Goiás registrou, em 2025, a menor taxa de roubo de veículos entre as 27 Unidades da Federação. O dado consta no Mapa da Segurança Pública 2026, publicado nesta semana pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O indicador estadual ficou em 9,40 ocorrências por 100 mil veículos, em contraste com a taxa nacional de 80,87. Na sequência, os menores índices do país são de Santa Catarina (9,82) e Mato Grosso do Sul (10,42). Por outro lado, Pernambuco (304,59) e Rio de Janeiro (305,31) apresentam os maiores números.

Redução nas estatísticas de criminalidade

O relatório, que consolida as estatísticas oficiais de 2025 enviadas pelos estados e pelo Distrito Federal, aponta uma retração nos três indicadores patrimoniais analisados: roubo de veículos, furto de veículos e roubo de carga apresentaram queda em Goiás em comparação com 2024. O roubo a instituições financeiras permaneceu sem ocorrências no estado pelo quarto ano consecutivo.

Em números absolutos, Goiás passou de 725 roubos de veículos em 2024 para 483 em 2025, representando uma redução de 33,38%. A taxa estadual caiu de 14,72 para 9,40 ocorrências por 100 mil veículos no período. No Brasil, foram 104.409 veículos subtraídos com emprego de violência ou grave ameaça em 2025, contra 126.681 em 2024, uma queda de 17,58%, o que equivale a uma média de 286 ocorrências por dia, segundo o relatório. A retração proporcional registrada em Goiás foi superior à média nacional.

Proporção de roubos e furtos

As taxas do levantamento têm como referência a frota de veículos automotores registrada na base da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), que corresponde, em Goiás, a cerca de 5,1 milhões de veículos, de acordo com o cálculo do próprio relatório. Na prática, os números de 2025 equivalem a aproximadamente um roubo para cada grupo de 10,6 mil veículos da frota, enquanto a média nacional é de um para cada 1,2 mil veículos. No caso de furto, a proporção goiana foi de cerca de um registro para cada 1,65 mil veículos.

No furto de veículos, Goiás contabilizou 3.115 ocorrências em 2025, em comparação com 3.583 em 2024, apontando uma redução de 13,06%. A taxa estadual de 60,60 furtos por 100 mil veículos foi a segunda menor do país, ficando atrás apenas de Mato Grosso (58,86). No Brasil, foram contabilizados 201.699 furtos de veículos em 2025, volume 6,24% inferior aos 215.124 registrados em 2024, com uma taxa nacional de 156,23 por 100 mil veículos e uma média aproximada de 553 ocorrências por dia.

Contexto regional e nacional

No recorte regional, ambos os indicadores também recuaram na região Centro-Oeste. Os roubos de veículos passaram de 2.838 para 2.080 ocorrências, apresentando uma queda de 26,71%, e os furtos, de 11.669 para 9.453, com uma redução de 18,99%. As taxas em Goiás ficaram abaixo das médias regionais, tanto no roubo de veículos (9,40, contra 16,80 no Centro-Oeste) quanto no furto (60,60, em comparação com 76,35). Segundo o relatório, o Centro-Oeste registrou a menor taxa de furto de veículos entre as cinco grandes regiões do país.

Outros crimes em Goiás

No roubo de carga, Goiás reduziu de 23 ocorrências em 2024 para 10 em 2025, uma diminuição de 56,52%. Os principais decréscimos percentuais entre as Unidades da Federação foram registrados no Distrito Federal (-72,22%), Rio Grande do Norte (-62,86%), Alagoas (-59,09%) e Goiás (-56,52%). No contexto nacional, as ocorrências de roubo de carga caíram de 10.288 para 8.570, resultando em uma redução de 16,70%.

No caso do roubo a instituições financeiras, Goiás não registrou ocorrências em 2025, mantendo o resultado de 2022. No Brasil, foram 60 registros no último ano e 104 em 2024, o que representa uma queda de 42,31%. De acordo com o relatório, 13 Unidades da Federação tiveram ausência de ocorrências desse crime em 2025: Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Sergipe. A série histórica mostra que o indicador nacional caiu de 271 ocorrências em 2020 para 60 em 2025, marcando uma retração acumulada de 77,9%, o menor nível durante o período analisado.