No Brasil, apesar da queda na taxa geral de desemprego, os jovens continuam a ser a parte da população que mais sofre com a falta de oportunidade no mercado de trabalho. Neste próximo dia 22 de setembro, quando se celebra o Dia da Juventude no Brasil, a inclusão dos jovens no mercado será um dos temas abordados em todo o país.
De acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a taxa de desemprego entre pessoas de 18 a 24 anos é de 13,8%. Assim, mais que o dobro da média nacional, que é de 5,8%. Além disso, entre a população de 14 a 24 anos, quase 20% não estudam nem trabalham. Iniciativas como o Programa Jovem Aprendiz são fundamentais para a inserção da juventude no mercado, sem comprometer seus estudos.
Em 2025, o programa alcançou seu maior número de contratações desde sua criação, há 25 anos: 715 mil efetivações formais de jovens trabalhadores na faixa de 14 a 24 anos. Goiás, por sua vez, ocupa a quinta posição nacional entre os estados que mais contrataram nessa faixa etária, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Importância do Programa Jovem Aprendiz
O programa Jovem Aprendiz é, atualmente, a principal ferramenta social para a promoção da empregabilidade juvenil, a faixa etária mais afetada pelo desemprego no Brasil, com uma taxa de 11,4% para quem tem de 18 a 24 anos e 19,9% para aqueles com 14 e 17 anos. Esses números ficam bem acima da média nacional geral, que é de 5,1%.
Os dados são do IBGE e referem-se ao ano de 2025. De acordo com informações da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social (Seds), há cerca de 8.500 jovens ativos no programa de socioaprendizagem. Entre eles está Geovana Moreira Martins, de 19 anos, que há quase um ano começou sua primeira experiência de trabalho na FGR Incorporações, uma empresa goiana líder no Centro-Oeste na construção de condomínios.
Atualmente, Geovana cursa a faculdade de Psicologia pela manhã e trabalha na FGR à tarde, onde atua no administrativo das obras do Jardins Lyon, realizando atividades como verificação de documentação, agendamento de exames admissionais e demissionais, e redação de ofícios para bancos. “Estou trabalhando na sede da FGR, envolvida na troca de cartões de ponto e organizando documentações relacionadas à rescisões de trabalho”, explica a jovem.
Ao relembrar seu primeiro contato com o trabalho, Geovana recorda o nervosismo do primeiro dia, que logo passou graças ao acolhimento que recebeu. “Eu não tinha nenhuma experiência de trabalho, então para jovens é mais difícil. Esse programa realmente acolhe os jovens”, destaca.
História de sucesso
Denise Rodrigues, contadora e ex-aluna do programa, compartilha sua trajetória desde que, em 2011, aos 16 anos, começou como arquivista na FGR. “Foi só o início de uma jornada que me levou a uma posição que nunca imaginei”, diz. Hoje, Denise ocupa a função de coordenadora contábil e recentemente se tornou acionista da empresa. “Me sinto emocionada ao falar sobre minha trajetória e ver onde cheguei”, completa.
Denise destaca que, como jovem aprendiz, começou com muita insegurança, mas encontrou um ambiente acolhedor na empresa. “Aqui sempre houve educação, cordialidade e respeito por todos, independente da função”, afirma.
Construindo o futuro dos jovens
Rafael Carlos Gonçalves, especialista em gestão de pessoas e coordenador de Recursos Humanos da FGR, ressalta que o Programa Jovem Aprendiz desempenha um papel crucial na formação e inserção dos jovens no mercado de trabalho. Para ele, a iniciativa é, frequentemente, o primeiro contato dos jovens com as responsabilidades profissionais e oportunidades reais de desenvolvimento.
“Além de cumprir uma função social, o programa contribui para a construção de experiência, disciplina, aprendizado técnico e desenvolvimento comportamental, preparando-os para os desafios de suas carreiras e ampliando suas perspectivas profissionais”, destaca Rafael.
De acordo com Rafael, a FGR vê jovens trabalhadores aprendizes como talentos em construção. “Buscamos proporcionar um ambiente acolhedor e de aprendizado, onde eles possam se sentir parte da empresa e confiantes para desenvolver suas habilidades”, finaliza.





