Governo de Goiás amplia operação Destroyer e bloqueia quase R$ 500 milhões de facções

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O Governo de Goiás intensificou, nesta quinta-feira (8/10), sua ofensiva contra o crime organizado, dando início à 18ª fase da Operação Destroyer. Desde o início dessa iniciativa, mais de 860 medidas judiciais cumpridas e cerca de R$ 470 milhões bloqueados, consolidando uma estratégia permanente no combate às facções criminosas. Esta abordagem combina investigações integradas, ações em diferentes regiões do estado e medidas que visam atingir os recursos que sustentam as atividades ilícitas.

“A maior operação contra facções criminosas da história de Goiás continua. A Destroyer já bloqueou quase R$ 500 milhões das facções criminosas, asfixiando o coração financeiro do crime organizado”, conforme declarou o governador Daniel Vilela. “A vida de bandido em Goiás só piora. Aqui, é tolerância zero contra o crime.”

Nova fase da operação

A nova fase, denominada Domini Veteres, teve como alvo uma rede de fornecimento e distribuição de drogas entre Goiânia e a cidade de Goiás. Executada pela Polícia Civil de Goiás (PCGO), esta ação envolveu 50 policiais e resultou no cumprimento de dez mandados de prisão preventiva, além disso a prisão de outro indivíduo em flagrante. Também apreendidos drogas, armas de fogo e munições.

O bloqueio de recursos financeiros é um dos pilares da estratégia do estado. Ao atingir o patrimônio e os valores vinculados aos grupos investigados, a Destroyer busca limitar a capacidade desses grupos de financiar o tráfico, manter estruturas de apoio e expandir suas operações. Essas medidas financeiras complementam as prisões e apreensões, dificultando assim ainda mais a continuidade das atividades criminosas.

Investigações conectadas

Iniciada em 2023, a Operação Destroyer parte da estratégia do Governo de Goiás para enfrentar organizações criminosas por meio de investigações prolongadas. A atuação contínua possibilita a identificação de conexões entre os grupos e um aprofundamento das apurações a cada nova fase.

O trabalho visa ampliar a identificação de lideranças, fornecedores, distribuidores e operadores financeiros, estendendo as ações para além dos responsáveis pela venda de drogas. O delegado-geral da Polícia Civil, André Ganga, salienta essa interconexão. “São operações que não são estanques. Elas estão interligadas umas às outras, com o objetivo de promover o desmantelamento dessas facções criminosas”, assim explicou.

A integração entre delegacias especializadas, grupos de repressão ao narcotráfico e unidades regionais permite ao Governo de Goiás manter a ofensiva em diferentes áreas do território goiano. Ao longo das fases, as investigações também ultrapassaram as divisas estaduais, contando com o apoio da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Federal e de policiais civis de outros estados.

Da capital ao interior

A fase deflagrada nesta quinta-feira ilustra como o trabalho de inteligência pode identificar conexões entre o abastecimento e a comercialização de drogas em diversos municípios. A investigação teve início após uma prisão realizada em 2026. A análise de dados de um celular apreendido, autorizada pela Justiça, revelou uma rede de distribuição de entorpecentes na cidade de Goiás e os responsáveis pelo fornecimento oriundo de Goiânia.

De acordo com as investigações, três suspeitos – dois deles irmãos – eram encarregados de enviar as drogas da capital para o município. Outros sete investigados participavam da distribuição e revenda dos entorpecentes. Com base nas informações obtidas, foram expedidas 19 ordens judiciais: dez mandados de prisão preventiva e nove de busca e apreensão, todos cumpridos. Durante as operações, mais uma pessoa foi presa em flagrante com drogas, totalizando assim 11 detidos.

Conduzida pelo Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc) da 4ª Delegacia Regional de Polícia, essa ação continua assim a estratégia do Governo de Goiás de enfrentar o crime organizado, tanto nas redes locais de distribuição quanto nas estruturas que sustentam seu funcionamento.