Médica que pediu para não dar alta a petistas é demitida em Goiás

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A médica Marcella Segato de Sousa Melo, que ocupava o cargo de supervisora de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara, em Goiânia, demitida logo após o vazamento de mensagens enviadas em um grupo interno de WhatsApp, pouco antes do primeiro turno das eleições.

A demissão confirmada pela administração da unidade nesta quarta-feira (7). Bem como o caso investigado pelos órgãos responsáveis pela apuração da conduta profissional da médica.

Mensagens indicam orientações inadequadas

Nas mensagens que vieram à tona, Marcella teria instruído colegas de plantão nos dias 3 e 4 de outubro a não conceder altas a pacientes, alegando que “a maioria é petista”. Os prints das conversas foram inicialmente divulgados pela TV Anhanguera, o que gerou uma investigação administrativa na unidade de saúde.

Esse caso também encaminhado ao Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego), que informou que a apuração sobre a conduta profissional tramita sob sigilo. Uma representação assim apresentada ao Ministério Público Federal (MPF).

Pedido de desculpas da médica

Logo após a repercussão da situação, Marcella se desculpou pelas mensagens e, em nota, afirmou que o conteúdo não resultou em qualquer conduta médica.

Ela garantiu que nenhuma paciente teve alta atrasada ou negada por razões políticas, destacando que todas as decisões tomadas durante os atendimentos seguiram critérios exclusivamente clínicos.

Posicionamento do hospital

O Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara enfatizou que não adota qualquer posicionamento político-partidário.

A unidade ressaltou que as decisões sobre internações e altas hospitalares devem considerar critérios clínicos, técnicos, éticos e de segurança do paciente, independentemente das convicções políticas tanto de pacientes quanto de profissionais envolvidos.