A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (10/9), a Operação Make Up, que investiga suspeitas de irregularidades e desvios de recursos no financiamento do filme Dark Horse, uma produção cinematográfica que aborda a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. O deputado federal e ex-secretário Especial da Cultura, Mário Frias (PL-SP), é um dos principais alvos da ação.
Realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), a operação cumpre 49 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em diferentes estados, como o Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará. A produtora do longa-metragem, Karina Ferreira da Gama, também figura entre os alvos das diligências. Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam sete armas que estavam sob a posse do parlamentar.
Suspeitas de desvio de verbas e lavagem de dinheiro
A apuração conduzida no STF analisa o possível uso irregular de emendas parlamentares e o desvio de verbas públicas que originalmente eram destinadas a outros projetos. De acordo com o levantamento inicial dos investigadores, empresas ligadas ao esquema teriam movimentado valores que podem chegar a centenas de milhões de reais.
Os alvos estão sendo investigados por supostos crimes, incluindo:
- Peculato
- Falsidade documental
- Lavagem de dinheiro
- Organização criminosa
- Crimes de licitação
A produção audiovisual ganhou visibilidade internacional ao contar com o ator norte-americano Jim Caviezel no papel do ex-presidente. As investigações procuram mapear a origem e o fluxo de recursos privados e públicos destinados à obra.
Até o momento, as defesas do deputado Mário Frias e da produtora Karina Gama não se manifestaram publicamente.



